
O modelo adotado pela Prefeitura de Caculé para a realização do São João 2026, por meio de concessão do espaço público à iniciativa privada, segue uma tendência consolidada entre os maiores festejos juninos da Bahia.
Levantamento realizado pelo Informe Cidade mostra que cidades com tradição em grandes eventos, como Senhor do Bonfim, Amargosa, Santo Antônio de Jesus, Cruz das Almas, Ibicuí e Jequié, já utilizam há anos modelos semelhantes, baseados na concessão de espaços e parcerias com empresas especializadas.
Nesse formato, as prefeituras mantêm a coordenação geral do evento, mas delegam à iniciativa privada a responsabilidade pela estrutura, organização e, em muitos casos, pela contratação de atrações. Em contrapartida, as empresas passam a explorar comercialmente áreas como camarotes, barracas, espaços de alimentação e ações de patrocínio.
Um dos exemplos mais recentes é o município de Jequié, que publicou edital para concessão do São João pelos próximos três anos (2026, 2027 e 2028), consolidando esse modelo como estratégia de planejamento a longo prazo.
Em cidades como Senhor do Bonfim, considerada uma das capitais do forró na Bahia, o modelo já é utilizado na estrutura de espaços como o Espaço Gonzagão. Já em Amargosa e Santo Antônio de Jesus, a concessão de áreas para camarotes e exploração privada é parte fundamental da organização da festa.
Além do São João, o modelo também é amplamente aplicado no Carnaval de Salvador, onde há concessões para montagem de camarotes, arquibancadas e barracas nos principais circuitos da festa, como Barra, Campo Grande e Pelourinho.
De acordo com especialistas, a adoção desse formato tem permitido a ampliação da estrutura dos eventos e a contratação de atrações de maior porte, sem que os custos recaiam exclusivamente sobre os cofres públicos.
Com a adoção do modelo de concessão, Caculé passa a integrar esse grupo de municípios que buscam fortalecer o São João, ampliando a qualidade da festa, incentivando o turismo e garantindo a sustentabilidade financeira do evento.