Sábado, 28 de Maio de 2022 05:18
(71) 99256-3530
POLÍTICA ABANDONO

Em meio a denúncias de corrupção ministro da Educação pede licença do cargo

Bolsonaro chegou afirmar em live que “botaria a cara no fogo” pelo ministro

28/03/2022 15h25
145
Por: Redação Fonte: Valor
Foto: REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

Alvo de denúncias de corrupção, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pediu licença do cargo ao presidente Jair Bolsonaro nesta manhã. Bolsonaro ainda está articulando a escolha de um substituto para o auxiliar.

O nome mais cotado é do secretário-executivo do MEC, Victor Godoy. Ele é servidor público federal, da carreira de auditor ligado à Controladoria-Geral da União (CGU). O perfil de Godoy atenderia ao requisito determinado por Bolsonaro na reforma ministerial, com a saída de vários auxiliares para concorrerem à eleição: de que fossem substituídos por técnicos.

O Valor apurou, entretanto, com aliados do governo no Congresso que caciques do Centrão se movimentaram para indicar o sucessor de Ribeiro. O Centrão controla o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao MEC, que administra a gestão de recursos da pasta repassados às prefeituras. O presidente do FNDE, Marcelo Lopes, foi indicado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, enquanto diretores do órgão foram apadrinhados por dirigentes do PL e do Republicanos.

Nem o MEC nem o Palácio do Planalto, entretanto, confirmam oficialmente o pedido de licença do ministro.

Embora Ribeiro tenha se movimentado para permanecer no cargo na semana passada, concedendo entrevistas e buscando apoio interno no governo, a crise agravou-se depois que mais de uma dezena de prefeitos revelaram que ouviram oferta de propinas dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

Em áudio revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, o próprio ministro afirma que dá prioridade aos pleitos do pastor Gilmar, por ordem do presidente da República. Ribeiro não negou a autenticidade do áudio.

Em sua live semanal da última quinta-feira, Bolsonaro chegou a afirmar que bota "a cara no fogo" pelo ministro.

Em outra frente, a bancada evangélica vinha defendendo o afastamento do ministro para ele se defender fora do cargo. Em sua conta no Twitter, o deputado federal Marco Feliciano pediu para que o ministro se licencie até o término das investigações.

“Quando o senhor (ministro Milton Ribeiro) precisou, em sua indicação, eu o defendi, quando errou empregando esquerdistas, eu o repreendi. Hoje peço por favor, se licencie até o término das investigações, pois nós evangélicos estamos sangrando. Sendo provada a inocência, retorne ao cargo”, tuitou o deputado.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias