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STJ decide soltar suspeito de atear fogo na estátua de Borba Gato em SP

Defesa recorreu ao STJ após TJ negar pedido de habeas corpus. No dia da sua prisão, Paulo Galo afirmou que participou do ato com objetivo de abrir o debate sobre a existência do monumento. Bandeirantes como Borba Gato desbravaram territórios no interior do país e capturaram e escravizaram indígenas e negros

05/08/2021 15h37
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Por: Redação Fonte: G1
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, revogou nesta quinta-feira (5) a prisão temporária do entregador Paulo Roberto da Silva Lima, Paulo Galo, de 32 anos, um dos três suspeitos de incendiar a estátua do Borba Gato, na Zona Sul de São Paulo. O ataque ao monumento que homenageia o bandeirante paulista ocorreu no dia 24 de julho.

Paulo está preso desde o dia 28 de julho, quando se apresentou espontaneamente à delegacia e admitiu participação no protesto contra a estátua que homenageia Borba Gato. Os manifestantes decidiram atear fogo nela para abrir o debate sobre a existência do monumento. A ação foi filmada e as imagens acabaram sendo divulgadas nas redes sociais.

Bandeirantes como Borba Gato desbravaram territórios no interior do país e capturaram e escravizaram indígenas e negros. Segundo historiadores, muitos mataram índios em confrontos que acabaram por dizimar etnias. Também estupraram e traficaram mulheres indígenas

Foto: GABRIEL SCHLICKMANN/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

"Para aqueles que dizem que a gente precisa ir por meios democráticos, o objetivo do ato foi abrir o debate. Agora, as pessoas decidem se elas querem uma estátua de 13 metros de altura de um genocida e abusador de mulheres", chegou a escrever Paulo numa rede social, antes da prisão.

A defesa do suspeito considera que a prisão foi política, "fundada da criminalização de movimentos sociais". Seus advogados recorreram ao STJ depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou no domingo (1º) o pedido de liberdade para Paulo.

No pedido de habeas corpus enviado ao Superior Tribunal de Justiça, os advogados destacam que o ativista não possui antecedentes criminais, não praticou ações violentas e colaborou com as investigações.

A expectativa da defesa é que seu cliente seja solto ainda nesta quinta. Ele está detido na carceragem do 2º Distrito Policial (DP), no Bom Retiro, Centro da capital. A investigação do caso é feita pelo 11º DP, Santo Amaro.

Até a última atualização desta reportagem a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não havia confirmado se o inquérito da Polícia Civil sobre o caso foi concluído e se também a investigação decidiu pedir a prisão preventiva dos três suspeitos, que já tinham sido indiciados pelos crimes de incêndio da estátua do Borba Gato, dano, associação criminosa e adulteração de veículo.

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