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Após quase 4 meses, navio Ever Given é liberado do Canal de Suez

Cargueiro de 400 metros bloqueou uma das rotas marítimas mais usadas do mundo. Cerimônia marcou liberação do cargueiro

07/07/2021 14h28
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Por: Redação Fonte: O Globo
Foto: AFP
Foto: AFP

Com uma cerimônia para assinatura do acordo, o cargueiro Ever Given começou, finalmente, a sair do Canal de Suez nesta quarta-feira, onde estava detido há quase quatro meses. O navio de 400 metros, um dos maiores porta-contêineres do mundo, estava no Grande Lago Amargo, no Egito, desde que foi desencalhado, no fim de março.

A embarcação ficou encalhada apenas seis dias. Mas a Autoridade do Canal de Suez (ACS), responsável pela hidrovia, impediu que o navio seguisse adiante até que seu proprietário lhe pagasse uma indenização por danos durante o bloqueio do canal.

A autoridade chegou a recorrer à Justiça para deter o cargueiro. As negociações com a dona do navio, a japonesa Shoei Kisen, e suas seguradoras, se estenderam por semanas, até a assinatura do acordo.

- Anuncio ao mundo que fechamos um acordo - disse o chefe da Autoridade do Canal de Suez, Osama Rabie, em uma cerimônia com as bandeiras do Egito e do Japão.

A saída do navio foi acompanhada por um repórter da Reuters, a bordo de um barco. O cargueiro, que transporta cerca de 18,3 mil contêineres, será escoltado por dois rebocadores e guiado por dois pilotos experientes enquanto atravessa o canal, uma das vias navegáveis mais movimentadas do mundo, em direção ao Mediterrâneo.

Indenização de US$ 550 milhões

Cerca de 15% do tráfego marítimo mundial transita pelo Canal de Suez, que é a rota marítima mais curta entre a Europa e a Ásia.

A responsável pelo Canal chegou a exigir US$ 916 milhões em compensação para cobrir esforços de salvamento, danos à reputação e perda de receita, mas o pedido foi reduzido para US$ 550 milhões.

Os valores finais não foram divulgados, mas Rabie disse que o acordo também prevê o envio de um rebocador de 75 toneladas para o Egito e uma indenização à família de um trabalhador morto nas operações para desencalhar o navio.

No meio dessa disputa, estavam os 25 tripulantes de origem indiana, que também ficaram detidos na embarcação, reféns de um conflito multimilionário envolvendo o navio de bandeira panamenha,  propriedade de uma holding japonesa e operada por uma empresa alemã.

Chegou-se até a pensar que eles poderiam permanecer por anos no navio, enquanto as divergências sobre o valor da indenização não fossem solucionadas.

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