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POLÍCIA ABUSO

Pedido de socorro em guardanapo: Chefe poderá responder na Justiça de SC por assédio sexual e oferecer droga a funcionária

Cozinheira da lanchonete colocou bilhete dentro de embalagem de lanche. Casal que recebeu comida por delivery fez a denúncia para a Guarda Municipal de Chapecó. Um inquérito policial foi aberto na segunda (31)

02/06/2021 16h34
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Por: Redação Fonte: G1
Foto: Guarda Municipal de Chapecó/Divulgação
Foto: Guarda Municipal de Chapecó/Divulgação

A Polícia Civil informou que o chefe da jovem que usou um guardanapo para pedir socorro e disse que estava sendo assediada por ele na última semana em Chapecó, no Oeste catarinense, poderá responder pelos crimes de assédio sexual e oferecimento de droga sem objetivo de lucro.

Um inquérito policial baseado nesses crimes foi aberto na segunda-feira (31).

Na noite de sexta-feira (28), um casal recebeu o bilhete no guardanapo com o pedido de socorro junto com a comida que pediram por delivery . Em seguida, eles procuraram a Guarda Municipal.

"Por favor, chame a polícia nesse endereço. Meu chefe está me assediando e está tentando me drogar. Sou cozinheira. Por favor, não é brincadeira", escreveu a jovem no bilhete.

Os agentes foram até o estabelecimento na madrugada de sábado (29) e encontraram a funcionária e o suspeito, um homem de 48 anos, trabalhando.

No local, a jovem de 18 anos disse aos guardas que o chefe havia tentado agarrá-la durante o trabalho. De acordo com ela, o homem ofereceu R$ 150 para que os dois mantivessem relações sexuais. Ainda segundo a funcionária, ele também propôs que os dois bebessem vinho misturado com cocaína.

Segundo a Polícia Civil, os fatos investigados teriam acontecido na quarta-feira (26) e quinta-feira (27). Inicialmente, a Guarda Municipal de Chapecó (GMC), que atendeu a ocorrência, informou que funcionária tinha 19 anos.

A polícia não forneceu detalhes do caso, mas informou que todos os envolvidos já foram ouvidos.

"As investigações prosseguirão em inquérito policial instaurado no intuito de obter outros elementos que possam ajudar no total esclarecimento do ocorrido. A Polícia Civil não mais se manifestará até a conclusão dos procedimentos, visando a resguardar o sigilo das investigações e completa elucidação dos fatos", disse a instituição.

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