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POLÍTICA IMPEACHMENT

Tribunal confirma impeachment de Witzel, que dá adeus à política por 5 anos

Witzel já não exercia o cargo de governador do Rio desde agosto do ano passado quando foi afastado. Agora perde seus direitos políticos por meia década. Foi escolhido como aliado de Bolsonaro até se tornar um de seus piores inimigos

01/05/2021 11h53
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Por: Redação Fonte: EL PAÍS
Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS
Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS

O Tribunal Especial Misto confirmou nesta sexta-feira (30) o impeachment do Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), acusado de crime de responsabilidade. De acordo com a denúncia, ele cometeu crime de responsabilidade no enfrentamento à pandemia da covid-19 pela participação em um esquema de corrupção com o desvio de dinheiro público destinado a ações de combate à crise sanitária no Rio de Janeiro. Ele já estava afastado do cargo desde agosto do ano passado. A trama de acusações que recai sobre Witzel inclui sua esposa, dona de um escritório de advocacia, que supostamente recebia parte dos contratos de compra da Secretaria de Saúde enquanto seu marido era governador. Também há suspeitas de desvio de dinheiro na administração de hospitais de campanha.

A votação dos membros do tribunal foi unânime: dez a zero. Os cinco deputados e cinco juízes que compõem o colegiado especial decidiram abreviar a curta trajetória de poder de Witzel, um novato na política: ele perdeu os direitos políticos para os próximos 5 anos. O advogado e ex-juiz foi eleito em 2018 com mais de 4,6 milhões de votos. Ganhou força na esteira da Operação Lava Jato e também por se aliar a Jair Bolsonaro no último minuto. Depois de eleito, tornou-se crítico e inimigo feroz do presidente. Ele fez gestos teatrais para chamar a atenção do público, como sair de um helicóptero com os braços levantados para celebrar a morte de um sequestrador que ameaçava passageiros em um ônibus. O agora ex-político sempre deixou claro que estava pensando em se candidatar à Presidência em 2022.

Witzel se torna o primeiro governador do país a ser destituído por meio de um processo de impeachment desde a redemocratização, em 1985. É também o sexto governador do Rio de Janeiro acusado de corrupção. O agora ex-governador não compareceu à sessão nesta sexta-feira. Nas redes sociais, ele disse que não renunciaria. “Não desistirei jamais do cargo a que fui eleito. Espero um julgamento justo e técnico”, escreveu. Com a confirmação do afastamento de Witzel, o vice-governador Cláudio Castro (PSC) continuará no cargo. Aliado do presidente Jair Bolsonaro, Castro também é investigado no mesmo esquema criminal, as investigações ainda não, no entanto, concluídas.

Não desistirei jamais do cargo a que fui eleito. Espero um julgamento justo e técnico. As alegações finais do deputado Luiz Paulo são desprovidas de prova e demonstram toda sua frustração por seu grupo ter sido derrotado nas eleições, diga-se o grupo do Cabral e Picciani.

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