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ECONOMIA INTERNACIONAL

Boeing demite 65 funcionários por conduta racista, discriminatória e odiosa

Empresa disse ainda que advertiu outros 53 por conduta discriminatória dentro de um plano de ação pela igualdade racial

01/05/2021 08h46
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Por: Redação Fonte: O Globo
Foto: David Ryder / Bloomberg
Foto: David Ryder / Bloomberg

A Boeing demitiu 65 funcionários e advertiu outros 53 por conduta racista, discriminatória e odiosa desde que o CEO Dave Calhoun prometeu "tolerância zero" em junho. Ele está tentando cumprir um plano de ação da companhia pela igualdade racial lançado no ano passado, depois que o assassinato de George Floyd por um policial gerou protestos nos Estados Unidos.

Agora, em uma tentativa maior de transparência, a Boeing está divulgando uma lista de seus funcionários por gênero, raça e etnia - e o relatório mostra que a empresa ainda tem um longo caminho a percorrer para atingir seu objetivo de ter uma força de trabalho mais diversificada.

“Como testemunhamos imagens horríveis nos noticiários e ouvimos histórias comoventes de nosso povo, nossa determinação em promover a equidade, a diversidade e a inclusão só se tornou mais forte”, disse Calhoun aos funcionários nesta sexta-feira.

A Boeing está trabalhando para apoiar a inclusão, à medida que os investidores pressionam as empresas dos EUA para ajudar a combater o racismo arraigado e a serem mais transparentes sobre suas próprias práticas de contratação.

O McDonald’s está vinculando bônus de executivos a metas de aumento de grupos sub-representados. As propostas dos investidores para auditorias raciais independentes foram apoiadas por mais de um terço dos acionistas da Johnson & Johnson e Citigroup  em seu encontro anual realizado neste mês.

Enquanto Calhoun tenta reiniciar a cultura da empresa, a Boeing está sendo processada por discriminação racial. De acordo com alegações em um caso recente no tribunal federal na Carolina do Sul, um funcionário negro enfrentou retaliação e um ambiente de trabalho hostil, bem como um supervisor que rotineiramente designava trabalhadores afro-americanos para um prédio com condições de trabalho indesejáveis e perigosas. A Boeing nega as acusações.

Uma das primeiras contratações de Calhoun após assumir o cargo no ano passado foi Michael D’Ambrose como chefe de recursos humanos, com a missão de aumentar a diversidade.

De acordo com os dados da Boeing divulgados nesta sexta-feira, uma empresa tradicionalmente inclinada a admitir brancos e homens tem muito trabalho pela frente para adicionar mais mulheres e pessoas de cor às suas fileiras.

Funcionários negros representam apenas 6,4% da força de trabalho da Boeing nos EUA e 4,4% de seus engenheiros. As mulheres representam 23% dos funcionários e 17% dos engenheiros.

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