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GERAL SUPERLUA

Esta terça-feira é o último dia para observar a primeira superlua do ano

A superlua acontece quando a lua cheia está no perigeu, ponto da órbita mais próximo da Terra. Até o final do mês, os moradores da capital também poderão observar duas chuvas de meteoros

27/04/2021 15h24
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Por: Redação Fonte: Correio Braziliense
Foto: Saulo Nogueira/Divulgação
Foto: Saulo Nogueira/Divulgação

Os apaixonados pela Lua e admiradores do céu têm muito a aproveitar nesta última semana de abril. Desde ontem, a superlua pode ser observada de qualquer ponto da cidade, desde que não haja muitas nuvens. Hoje é o último dia para testemunhar esse espetáculo celeste. E em áreas com pouca iluminação artificial no Distrito Federal, os entusiastas da astronomia também terão a oportunidade de conferir duas chuvas de meteoros.

Professor de física da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Brito explica como acontece o fenômeno lunar. “A órbita da Lua em volta da Terra é em forma de elipse, ou seja, existe um ponto mais próximo e outro mais distante. A superlua acontece, justamente, quando a Lua cheia coincide com o Perigeu, o ponto mais próximo do nosso planeta. Com isso, o disco da Lua terá um aumento de cerca de 14%, o que faz com que, aparentemente, ela esteja maior, devido a sua proximidade”.

O efeito inverso também acontece. “Quando a Lua cheia está no ponto mais distante de sua órbita, no Apogeu, nós a chamamos de minilua. A olho nu, essas variações são difíceis de distinguir, mas, quando se fotografa, por exemplo, é nítido que a Lua ocupa uma área maior. Não é um fenômeno raro, o Perigeu e Apogeu acontece todo mês, o que caracteriza a superlua é a coincidência da Lua cheia com o período em que está mais próxima da Terra. Geralmente, acontece de três a quatro vezes por ano”, ressalta Paulo Brito.

O professor afirma que não é necessário equipamentos profissionais para conferir o evento. “Mesmo se a pessoa não tiver uma câmera fotográfica, alguns celulares conseguem captar muito bem a Lua. Vale lembrar que o tamanho dela se trata, principalmente, de uma ilusão de ótica do nosso cérebro, sobretudo quando ela está na linha do horizonte, pois temos outros elementos para comparar. Quando ela está alta no céu, por exemplo, a superlua perde um pouco o encanto. E isso acontece também com o Sol, pois quando ele está mais próximo do horizonte, temos a impressão dele estar bem maior do que quando está no ápice do dia”.

Servidor público e morador de Sobradinho, Marcelo Domingues, 50 anos, é apaixonado pelos astros. Ele é membro do Clube de Astronomia de Brasília, que reúne amadores e especialistas “Vale muito a pena acompanhar. Para quem gosta de Lua é um momento muito bonito, principalmente se a pessoa conseguir ver o nascer da Lua, pois quando ela está em seu ápice, perde-se um pouco de contraste. O melhor momento para observar é quando ela está na linha de horizonte, quando fica maior, mais brilhante e mais bonita”, ressalta.

Desde criança, Marcelo tem interesse em fenômenos cósmicos e está de olho na chuva de meteoros Líridas, que teve seu pico em 22 de abril, mas que pode ser observada até dia 30 deste mês. “Em geral, a Lua cheia com uma chuva de meteoros não é a melhor combinação, porque a luminosidade acaba atrapalhando a observação dos meteoros. Mas, se a pessoa conseguir um local com menos poluição luminosa, é provável que ela consiga aproveitar”, sugere.

Cauda de cometa

Astrônomo do Planetário de Brasília, Adriano Leonês explica que existe a possibilidade dos brasilienses verem duas chuvas de meteoros diferentes. “Uma acontece quando a Terra passa na órbita de algum cometa. Quando isso ocorre, a gravidade puxa parte do rastros desse corpo celeste, que é atraído para o planeta e entra na atmosfera. As pessoas chamam isso de estrela cadente, pois é possível ver um rastro luminoso desenhado no céu. Por agora, temos a chuva de meteoros Líridas, que ganhou esse nome por ser da constelação de Lira”, pontua.

“Mas, além da chuva Líridas, vai ter Pi-Pupídeas, que será visível na direção da constelação da Popa, ao lado do Cruzeiro do Sul. O fenômeno pode ser observado a olho nu, assim como a superlua que não precisa de nenhum equipamento específico para ser visualizado, apenas condições climáticas adequadas: se estiver com muita nebulosidade, muitas nuvens e chuva, não tem como acompanhar. A superlua, devido ao seu tamanho, se destaca mais, já a chuva de meteoros precisa de pouca poluição luminosa para ser visível”, destaca Leonês.

Afinal, por que rosa?

Adriano Leonês, astrônomo do Planetário de Brasília, conta que, há seis anos, alguns fenômenos passaram a receber nomes conforme o mês em que acontecem. A superlua rosa coincide com o período de colheita de morango no Hemisfério Norte e com o florescimento da Sakura, cerejeiras ornamentais do Japão.

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