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CRIME SUSPENSÃO

Facebook, Instagram e Twitter bloqueiam páginas de Daniel Silveira

Restrição aconteceu após ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Deputado foi detido na terça (16) por defender o AI-5 e a destituição de ministros da corte, o que é inconstitucional

19/02/2021 12h44
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Por: Redação Fonte: G1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Os perfis do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foram bloqueados no Facebook, no Instagram e no Twitter nesta sexta-feira (19). Ele foi detido na terça (16) por defender o AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar, e a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que é inconstitucional.

O G1 apurou que o bloqueio dos perfis aconteceu após uma ordem judicial. Segundo a TV Globo, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de todas as redes do parlamentar, por ele continuar postando ofensas mesmo preso e por utilizar celulares irregulares na prisão.

No Facebook, a página do deputado exibe um alerta que diz que "esta página não está disponível". O link do perfil dele no Instagram, aplicativo que pertence ao Facebook, mostra uma mensagem de "perfil restrito". O Twitter mostra que a contra foi "retida" em resposta a uma demanda legal.

Uma publicação feita no Twitter do parlamentar antes do bloqueio, assinada por sua assessoria, confirmava que os perfis foram fechados.

Foto: Reprodução

A prisão de Silveira foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes na noite de terça (16) após o parlamentar publicar um vídeo em suas redes sociais fazendo apologia do AI-5 e atacando ministros da corte.

O vídeo foi originado numa live no Facebook do parlamentar, na última segunda (15), e depois foi republicado em seu canal do YouTube.

Foto: Reprodução

Moraes determinou o bloqueio do conteúdo no YouTube, citando um link que levava a um outro perfil da plataforma que reproduziu esse material, chamado Política Play.

O vídeo posteriormente foi removido do canal de Daniel Silveira por "violar a política do YouTube sobre assédio e bullying", mas réplicas circulavam na plataforma.

Foto: Reprodução

Celulares apreendidos

A Polícia Federal apreendeu dois aparelhos celulares na sala da superintendência da corporação no Rio de Janeiro onde ficou preso o deputado, antes que ele fosse levado à unidade prisional.

O G1 apurou que os telefones foram encontrados enquanto ele ainda estava lá, durante uma vistoria, por volta de 12h30 desta quinta-feira (18), em uma bolsa com roupas pessoais do deputado.

A defesa de Daniel Silveira disse que não sabe de quem são os celulares e como foram parar lá.

"Não sei. Vocês têm que esperar o fim da apuração da PF para poder saber quem foram os responsáveis, como foi feito, aí eu não sei", disse o advogado André Rios.

Após a descoberta, a Corregedoria da PF abriu uma sindicância para apurar a ocorrência. Pessoas que visitaram o deputado devem ser interrogadas.

Prisão mantida

Na última quinta (18), o juiz Airton Vieira, auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu manter a prisão do deputado. A decisão foi tomada após audiência de custódia.

Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Na audiência de custódia, como prevê a lei, é checada a regularidade da prisão, isto é, se houve abuso ou maus-tratos, por exemplo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não viu motivos para o relaxamento da prisão em flagrante e considerou legal a prisão.

Conforme o termo da audiência de custódia:

  • Silveira ficará no Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar, "melhor estruturado para a manutenção do estado de custódia";

  • não há prazo para a prisão;

  • Eventual conversão para prisão preventiva ou concessão de liberdade só serão analisadas posteriormente, a depender da decisão da Câmara sobre a manutenção ou não da prisão.

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