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2º Festival Panteras Negras Convida visibiliza e fortalece produções negras e LGBTQI+

Em dois dias de atividades, festival traz debates, shows e estimula população a visibilizar a pluralidade negra e LGBTQI+ na música

17/02/2021 09h44
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Por: Josivan Vieira
Foto: Marina Baggio
Foto: Marina Baggio

Primeira banda instrumental negra LGBTQI+ do mundo, Panteras Negras ( @bandapanterasnegras)  promove online a 2ª edição do Festival Panteras Negras Convida e traz a dupla perfo-política-musical As Mambas e as musicistas Daniela Nátali, Gabriela Wara Rêgo e Karen Silva, nos dias 13 e 14 de março. Os shows serão transmitidos pelo Youtube através do Canal EstaçãoZinha (https://www.youtube.com/channel/UCwSXY5aj5r2-4jGMVIg_gig) e tem como meta tornar visível a presença das mulheres negras e pessoas trans LGBTQI+ na música como instrumentistas, compositoras e produtoras.

Anfitriã do festival, com origem nas periferias de Salvador, a banda reúne os bairros Cajazeiras, Piripiri, Pirajá e Engenho Velho de Brotas na essência e no trabalho de Ziati Franco (baixo), Dedê Fatuma (percussão), Line Santana (bateria) e Suyá Synergy (guitarra). O grupo que se compreende como autodidata busca amplificar a pluralidade rítmica, melódica e poética de mulheres negras e LGBTQI+ a partir da cidade de origem.

“A banda carrega pautas pensadas especialmente no público negro LGBTQIA+ da periferia porque traz vivências históricas em suas trajetórias. Acreditamos que através dessas vivências conseguimos acessar o nosso público com a mesma linguagem, musical, corporal e textual”, destaca Ziati Franco, homem trans negro, contrabaixista, produtor e compositor, integrante da Panteras Negras e fundador da produtora independente EstaçãoZinha (@estacaozinha).

O festival nasce em 2018 para agregar corpos negres artísticos musicais que sempre atuavam no cenário baiano de forma paralela, criando suas trajetórias individualmente.  “Panteras Negras Convida surge para acolher essa musicalidade e gerar potência coletiva em um circuito musical gerido fortemente pela hegemonia masculina cis-heternormativa, que é o circuito de música instrumental”, afirma Ziati Franco.

O festival inicia com bate-papo musical com a dupla As Mambas, que se apresentará dia 13 de março, às 21h, e  promete um show com política e educação através das canções da dupla Sued Hosaná e Felipe Salutari. Com composições que cruzam gênero, raça, sexualidade, ancestralidade e musicalidade negra em suas linhas, a dupla é a primeira formada por uma travesti e uma gay.

No dia seguinte, 14 de março, às 21h, Panteras Negras recebe para um bate-papo musical e uma live show Daniela Nátali (clarinetista), Gabriela Wara Rêgo (oboísta) e Karen Silva (violinista), musicistas que já passaram pelo Neojiba e revelam a potência da música instrumental negra baiana no encontro entre o erudito e o popular.

A 2ª edição do festival também convoca a banda Panteras Negras a realizarem quatro oficinas sobre produção musical, estratégias de interatividade nas redes sociais e percussão baiana e percussão baiana em formato vídeo aula, nos dois dias de programação para jovens negros. Com média de 10 minutos as aulas pretendem oportunizar aos corpos pretes, periféricos e dissidentes entrada à educação musical, rompendo com as estruturas do racismo, machismo e lgbtfobias que limitam a qualificação e acesso destes sujeitos à economia da cultura.

O festival conta com libras em toda a sua programação para ampliar o acesso à comunidade surda e pretende ser um marco para a história contemporânea das mulheres e juventudes negras e LGBTQI+ de Salvador. O projeto é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

Produtora

O festival é apresentado pela produtora independente EstaçãoZinha, fundada por Ziati Franco, homem trans negro, contrabaixista, produtor e compositor, que durante mais de 10 anos, viveu sua vida artística em um corpo negro feminino lésbico da periferia. A produtora fomenta a cena baiana e fortalece as mulheres negras no cenário independente desde 2018 e foi responsável pela realização do 1º Festival em novembro do mesmo ano, com público de mais de 1500 pessoas. Além de colecionar a concepção, direção musical e produção executiva de projetos com Marissol Mwamba, Luedji Luna, banda Munlac e Bia Ferreira.

PROGRAMAÇÃO 

13/03/2021

Vídeo-aulas sobre Produção Musical com Suyá e Estratégias de Interatividade nas Rede Sociais com Ziati Franco, com janela em libras - YouTube (Canal da Estação Zinha); 11h

Bate papo musical com Live "Papo Panteras com As Mambas" - YouTube (Canal da Estação Zinha); 16h

Live Show - Panteras Negras com As Mambas - Youtube (Canal da Estação Zinha). 21h

14/03/2021

Vídeo-aulas sobre Percussão baiana com Dedê Fatuma e Line Santana, com janela em libras - YouTube (Canal da Estação Zinha); 11h

Bate papo musical com Live "Papo Panteras com Daniela Nátali, Gabriela Wara Rêgo e Karen Silva” - transmissão pelo YouTube (Canal da Estação Zinha); 16hLive Show - Panteras Negras com Daniela Nátali, Gabriela Wara Rêgo e Karen Silva - YouTube (Canal da Estação Zinha). 21h

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