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CRIME VACINA

Prefeito 'fura fila' não deve tomar segunda dose da vacina agora, pedem MP e MPF

Ação pede que o gestor da cidade baiana de Candiba pague R$ 50 mil de indenização

21/01/2021 16h35 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação Fonte: Correio 24h
Foto - Reprodução
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O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) ajuizaram duas ações na Justiça Federal, na quarta-feira (20), contra o prefeito de Candiba, Reginaldo Martins Prado, por furar a fila da vacinação na cidade, descumprindo os protocolos estadual e nacional. Mesmo sem fazer parte dos grupos priorizados nessa primeira leva, Prado se vacinou alegando que queria "dar exemplo". Uma das ações pede que ele não seja autorizado a receber a segunda dose da vacina antes da segunda fase, quando deveria se imunizar.

Nas ações de improbidade e civil pública, os órgãos pedem que o prefeito seja condenado por improbidade administrativa, por ter atentado contra os princípios da administração como da impessoabilidade e da moralidade. Também pedem a indisponibilidade de seus bens para pagamento de multa de R$ 145 mil. 

O prefeito se vacinou na última terça (19), em cena divulgada nas redes sociais. Com 60 anos e sem morar em uma instituição para idosos, ele deveria ser vacinado somente na segunda fase. A ação aponta que ele se valeu do cargo público para se colocar à frente dos cerca de 14 mil moradores do município.

Candiba recebeu 100 doses da Coronavac, suficiente para imunizar apenas 50 pessoas, considerando que são necessárias duas doses por pessoa. Nesse momento, a vacinação deveria ser restrita a trabalhadores de saúde, idosos que vivem institucionalizados, população indígena ou comunidades tradicionais ribeirinhas, além de idosos com mais de 75 anos. 

A ação pede que o prefeito seja impedido de tomar a segunda dose até que seja o momento adequado do seu grupo; que a cidade não vacine mais ninguém fora dos critérios; a imediata desvinculação da imagem dele sendo vacinado de todos os atos de campanha da vacinação; uma retratação pública em que reconheça a ilegalidade do seu ato; apresentação do nome, qualificação e critério de cada pessoa vacinada, ao final de cada etapa/ e a confirmação definitiva dos pedidos de urgência e a condenação de pagamento de R$ 50 mil como indenização por danos morais causados à coletividade.

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